O índice que caracteriza o setor em África

BR-BU-voice-technology-radio Agricultores compram sementes num revendedor de produtos agrícolas. © Market Matters Inc.

O índice TASAI mostra o panorama das forças e das fragilidades do setor das sementes em África. Atualmente está em quatro países, mas em dois anos deverá chegar a vinte.

Ao constatar que a principal razão para a fragilidade permanente dos rendimentos em África é o difícil acesso às sementes melhoradas pelos pequenos agricultores, o Instituto Internacional para a Alimentação, Agricultura e Desenvolvimento (CIIFAD), da Universidade norte-americana de Cornell e a ONG Market Matters criaram o TASAI (Índice Africano de Acesso às Sementes). O objetivo é encorajar os Governos a criarem e a manterem um ambiente favorável ao desenvolvimento de sistemas sementeiros concorrenciais que respondam às necessidades das pequenas explorações agrícolas.

O TASAI consiste na cartografia das forças e das fraquezas deste setor nos países africanos, baseando-se em 16 indicadores agrupados em cinco categorias: a pesquisa e o desenvolvimento, a competitividade da indústria, os serviços disponíveis para os pequenos agricultores, a política para as sementes e regulamentação e o apoio institucional.

Numa primeira fase, o índice trabalha em quatro países – África do Sul, Quénia, Uganda e Zimbabué – com resultados bastante díspares. Na África do Sul, o setor das sementes vive numa eficaz concorrência, permitindo aos agricultores obterem novas variedades de sementes de forma mais célere (12 meses) que no Zimbabué (dois anos) ou que no Quénia e no Uganda (três anos). Mas, ao mesmo tempo, a África do Sul consegue piores resultados no que diz respeito à obtenção de sementes em pequenas quantidades, elemento que corresponde melhor às necessidades e às capacidades financeiras dos pequenos agricultores.

Se o Quénia está bem classificado na sua política para as sementes, já não acontece o mesmo com a sua política de combate às contrafações. Outro indicador importante é sobre o milho, mostrando o índice que, ao longo dos três últimos anos, a África do Sul colocou no mercado 221 variedades, o Quénia 35, o Zimbabué 28 e o Uganda 12. Nos próximos dois anos, o TASAI deverá cobrir 20 países.

Anne Guillaume-Gentil



 
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